Controle de Vegetação em Usina Solar: como reduzir custos de O&M com o amendoim forrageiro BRS Mandobi


Se você gerencia uma planta fotovoltaica no Brasil, conhece bem essa equação invisível do orçamento: roçadas mensais no período chuvoso, lâminas quebradas por pedras, terceirizados entrando e saindo da área, microsombreamento intermitente nos módulos e a aplicação recorrente de herbicidas que ninguém quer mais ver no relatório ESG.

O controle de vegetação em usina solar virou uma das maiores linhas ocultas do OPEX no setor fotovoltaico brasileiro — e existe uma alternativa agronômica, validada pela Embrapa, que muda completamente essa lógica: o amendoim forrageiro BRS Mandobi (Arachis pintoi).

Neste artigo, você vai entender por que a manutenção da vegetação está corroendo a margem das usinas solares, quais são os métodos atuais e suas limitações, e como uma única cultivar resolve simultaneamente os problemas de custo, eficiência energética e conformidade ambiental.


Quanto custa controlar a vegetação em uma usina fotovoltaica

Antes de falar da solução, é preciso dimensionar o problema. O custo total de operação e manutenção (O&M) de usinas solares no Brasil costuma representar entre 1% e 2,5% do CAPEX ao ano, dependendo do porte e da localização da planta. Dentro desse bolo, o manejo de vegetação chega a representar 15% a 25% do custo de O&M em usinas instaladas em solo — especialmente em estados com chuvas regulares e capim de crescimento agressivo, como brachiarão e capim-colonião.

Em uma usina de 5 MWp (cerca de 8 a 10 hectares de área operacional), isso significa, na prática:

  • 6 a 12 roçadas anuais durante o período chuvoso, dependendo da região
  • Equipe de 3 a 5 operadores por turno de roçada
  • Aplicações de herbicida complementares para áreas de difícil acesso
  • Custos indiretos com substituição de módulos atingidos por pedras e cabos seccionados acidentalmente

A conta fecha facilmente em R$ 80 mil a R$ 150 mil por ano apenas para manter o mato sob controle — sem contar os custos invisíveis de geração perdida por sombreamento parcial.


Os 5 problemas ocultos da roçada e da capina química

A maioria dos gestores de O&M trata o controle de vegetação em usina solar como um item operacional rotineiro. Mas quando você abre a caixa preta dos custos, aparecem cinco problemas estruturais:

1. Pedras lançadas pela roçadeira contra os módulos

Esse é o pesadelo silencioso de toda usina em solo com presença de pedregulho. A roçadeira costal ou a Spider, mesmo com proteções, projeta detritos que atingem o vidro temperado dos painéis. Cada módulo trincado significa perda de geração e custo de substituição.

2. Sombreamento intermitente e hot spots

A vegetação alta cresce mais rápido do que a frequência de roçada. Mesmo um capim de 30 cm sob a borda inferior dos módulos provoca sombreamento parcial, gerando hot spots, redução de eficiência por string e desgaste acelerado das células.

3. Risco de incêndio em capim seco

No período de estiagem, o capim seco vira combustível. Em usinas no Cerrado e no Semiárido, o risco de incêndio em usina solar é real e pode comprometer toda a planta — com prejuízos que vão muito além do custo de manutenção.

4. Passivo ambiental e ESG do herbicida

A capina química ainda é amplamente usada como complemento à roçada mecânica. Mas o uso recorrente de glifosato e similares vai contra os compromissos ESG dos investidores institucionais, contamina o lençol freático e elimina a biodiversidade local — um problema crescente para empresas que precisam reportar impacto ambiental.

5. Erosão e exposição do solo

Após a roçada baixa ou a capina química, o solo fica exposto. Em terrenos inclinados entre as fileiras de mesas, isso significa erosão laminar, sulcos, comprometimento da fundação dos pilares e custos adicionais de recomposição de terraplenagem.

A boa notícia: existe uma solução agronômica simples que ataca os cinco problemas ao mesmo tempo.


Por que o amendoim forrageiro BRS Mandobi resolve a equação

O BRS Mandobi é uma cultivar de amendoim forrageiro (Arachis pintoi) desenvolvida pela Embrapa e — esse é o ponto técnico crucial — propagada por sementes, ao contrário das cultivares anteriores que exigiam mudas. Isso muda completamente a viabilidade econômica para áreas extensas como uma usina fotovoltaica.

Características que tornam o BRS Mandobi ideal como cobertura vegetal para usina solar

1. Altura máxima de 15 a 30 cm

Essa é a característica que mais importa. O BRS Mandobi tem hábito de crescimento prostrado e rasteiro, formando uma cobertura densa que dispensa roçadas frequentes

Após o estabelecimento, a cobertura tende a reduzir significativamente a necessidade de roçadas, podendo exigir apenas cortes pontuais de uniformização, conforme clima, fertilidade, pressão de invasoras e padrão estético exigido pela operação. 

2. Cobertura densa que sufoca invasoras

O sistema radicular agressivo e o adensamento foliar do amendoim forrageiro suprimem naturalmente o crescimento de plantas invasoras, eliminando a necessidade de capina química recorrente. Pesquisas da Embrapa mostram taxas de cobertura do solo superiores a 95% após o estabelecimento.

3. Cobertura vegetal viva e melhoria do microclima 

Em usinas solares instaladas em solo, áreas descobertas ou com vegetação seca tendem a absorver e irradiar mais calor. Uma cobertura vegetal viva, densa e baixa, como o amendoim forrageiro BRS Mandobi, pode contribuir para um ambiente mais equilibrado entre as fileiras dos painéis, especialmente por manter o solo protegido, reduzir poeira, favorecer a umidade superficial e diminuir a exposição direta do terreno ao sol.

Como a temperatura de operação dos módulos influencia o desempenho fotovoltaico, esse efeito microclimático pode ser um benefício adicional da cobertura vegetal. No entanto, o ganho energético deve ser avaliado caso a caso, conforme clima, tipo de solo, altura dos módulos, espaçamento entre fileiras e manejo da área.

4. Fixação biológica de nitrogênio

Por ser uma leguminosa, o amendoim forrageiro fixa nitrogênio atmosférico no solo, dispensando adubação de manutenção. Isso recupera áreas degradadas pela terraplenagem da obra civil da usina e melhora a estrutura do solo ao longo dos anos.

5. Estabilização de solo em taludes e áreas inclinadas

O sistema radicular profundo do Arachis pintoi atinge até 1,95 m de profundidade, segundo estudos da Embrapa em Brasília. Isso oferece controle de erosão superior à grama batatais ou à grama esmeralda, especialmente nos taludes entre fileiras de módulos.

6. Resistência ao pisoteio

Equipes de manutenção, limpeza de módulos e inspeção termográfica circulam constantemente entre as mesas. O BRS Mandobi tolera bem o pisoteio e se recompõe rapidamente — diferente de gramas ornamentais.

7. Sem necessidade de herbicida após estabelecimento

Com o solo bem fechado, o BRS Mandobi reduz a entrada de luz no solo e pode diminuir a pressão de plantas invasoras, reduzindo a necessidade de capinas e aplicações químicas recorrentes. Em áreas com alta infestação inicial, o controle de invasoras ainda pode ser necessário durante a fase de estabelecimento.

Esse é um ponto-chave para o relatório ESG da usina.


O caso da Embrapa Acre: solução validada na prática

A própria Embrapa Acre adotou o amendoim forrageiro como cobertura vegetal na sua usina solar — não como demonstração simbólica, mas porque a matemática operacional fechou. Menos máquinas circulando na área, menos peças quebradas, menos horas-homem desperdiçadas com manejo de vegetação.

A Embrapa Acre é, inclusive, a unidade que coordena o Programa de Melhoramento Genético do Amendoim Forrageiro no Brasil, responsável pelo desenvolvimento das cultivares BRS Mandobi e BRS Oquira. Quem mais entende da planta no país já validou o uso em ambiente fotovoltaico.


Perguntas frequentes sobre cobertura vegetal em usinas solares

Qual a melhor grama para usina solar?

Entre as opções viáveis no Brasil, o amendoim forrageiro BRS Mandobi se destaca por combinar altura baixa permanente (15-30 cm), supressão de invasoras, fixação de nitrogênio e custo de implantação competitivo. Grama batatais e grama esmeralda exigem manejo mais frequente e não suprimem invasoras com a mesma eficiência.

Com que frequência preciso roçar uma usina solar com cobertura de amendoim forrageiro?

Após o estabelecimento (90-120 dias), apenas 1 a 2 cortes anuais de uniformização, contra 6 a 12 roçadas em sistemas convencionais.

O amendoim forrageiro precisa de irrigação?

Não em condições brasileiras típicas. O Arachis pintoi tem alta tolerância ao estresse hídrico após estabelecimento. Apenas durante a germinação (primeiros 30-45 dias) é desejável umidade adequada — daí a recomendação de plantio no início da estação chuvosa.

Posso plantar BRS Mandobi em usinas que já estão em operação?

Sim. A implantação é feita em faixas sem interromper a geração. O processo completo, da semeadura ao fechamento da cobertura, leva de 4 a 6 meses.

O BRS Mandobi resiste ao pisoteio das equipes de O&M?

Sim. É uma das vantagens da cultivar em relação a gramas ornamentais. O sistema de estolões permite recomposição rápida das áreas pisoteadas.


Conclusão: a equação do O&M precisa ser repensada

O controle de vegetação em usina solar deixou de ser apenas uma linha operacional para se tornar um indicador de maturidade da gestão. Usinas que ainda operam no modelo “roçada + herbicida” estão queimando margem, expondo ativos a riscos evitáveis e acumulando passivo ambiental.

A cobertura vegetal com amendoim forrageiro BRS Mandobi é a única solução agronômica que ataca simultaneamente os cinco problemas estruturais do manejo de vegetação em usinas fotovoltaicas: custo recorrente, sombreamento, risco de incêndio, conformidade ESG e erosão.

Para gestores de O&M projetando novas plantas ou repensando usinas em operação, vale rodar a conta.


Sobre a Mater Biotecnologia

A Mater Biotecnologia é credenciada pela Embrapa para multiplicação e comercialização de sementes de BRS Mandobi, com RENASEM ativo — a certificação obrigatória do Ministério da Agricultura para venda de sementes no Brasil. Atendemos projetos de usinas fotovoltaicas em todo o território nacional, com fornecimento de sementes certificadas, recomendação técnica de implantação e suporte agronômico.


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